Qualidade do que se dá é a mesma do que se recebe

Charuto Premium para Rituais

Charuto Premium para Rituais

Dia destes fui questionado do porque se utiliza charuto na dinâmica de terreiro. Tentei ser sucinto e objetivo, o que é difícil já que este é um tema complexo. Expliquei que para nós o tabaco é uma erva de poder, carrega consigo uma energia poderosa, uma força cósmica de poder curativo, purificador e equilibrador que é magistralmente manipulado pelos espíritos e médium mais experimentados.

O interlocutor atento e leigo pensou e indagou novamente: “Mas estes charutos com papel enrolado, que chamamos de charutos de macumba, então não serve, pois ao que sei o tabaco ali é o lixo dos charutos”.

Bem, concordei obviamente, quase envergonhado já que ele era leigo sobre a religião e logo entendeu que havia um equívoco em nossos costumes, pois se entendemos que o tabaco é poder, só há poder naquilo que é o mais natural possível, que tenha a melhor procedência possível.

Este é um tema constante que trato em aulas, se conhecemos realmente os fundamentos, começamos a despertar o senso crítico e não podemos nos acomodar na banalização.

O uso do tabaco é sagrado para nós e o sagrado deve ser respeitado, se ofereço o tabaco de baixa qualidade ao guia espiritual é nessa proporção que volta a energia para meu corpo, meu espírito e minha magia. Ah, não adianta dizer que o que vale é a fé, pois o tabaco entra na magia e magia é elemento, conhecimento, firmeza e pouca fé, é ciência.

O mesmo seria falar para um enfermo tomar o remédio errado que estaria tudo bem, pois a fé é o que vale. Este é um discurso de ignorantes espirituais, que ao desconhecer realmente os fundamentos se apegam a conceitos verborrágicos improdutivos.

Venho insistindo nesta mudança de postura do religioso em relação aos elementos, mesmo matematicamente em termos econômicos é ainda mais compensador.

Descobri a alguns meses o Madame Butterfly, um excelente charuto baiano, produzido pela Mata Fina, a mesma que produz o espetacular premium Monte Pascoal. O Madame é um intermediário produzido para oferecer custo/benefício e acertaram.

De bitola 56 (grosso) com tabaco em meia folha, uma mistura de tabacos que ficam à sombra e tabaco insolados, gerou uma harmonia perfeita, com sabor suave terroso e fumaça no ponto ideal para os rituais, que não é exagerado e também não é ralinha, recomendo fortemente, ofereça ao Exu, Caboclo ou qualquer outra entidade tabaqueira para ter da parte deles um veredito e depois observe como seu corpo agradece.

Aprendi logo no início da caminhada espiritual a não confundir qualidade com frescura e nem simplicidade com gambiarra, aprendi ainda que aquilo que ofertamos de qualidade na magia, reflete em seu efeito.

Pense nisso, experimente isso!

Axé para quem é de Axé, Salve Pai Tabaco, Salve Mãe Jurema!

Pai Rodrigo Queiroz – Diretor Umbanda EAD

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1 comentário a “Qualidade do que se dá é a mesma do que se recebe

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